CEPAGIA e o Dia Mundial do Autismo

abril 04, 2017

AUTISMO: O DIAGNÓSTICO NÃO É POSSÍVEL SEM ABORDAR A
REALIDADE PSÍQUICA
Na Semana Mundial de Conscientização do Autismo, a problemáticado autismo dá lugar a duas grandes discussões, a da causa e a da possibilidade de cura. Com base em estudos internacionais, o especialista em Teoria Psicanalítica, Alexandre Ferraris, do Cepagia, propõe intervenções precoces alicerçadas nos princípios psicanalíticos.
Atualmente, quando se fala em autismo, automaticamente, duas perguntas vem à cabeça de todo mundo. A primeira se refere às causas, à etiologia da problemática, seriam elas derivadas de variantes genéticas? Seriam essas causas, falhas nas estruturações
psíquicas? E a segunda pergunta, que na verdade revela uma angústia, é, se houver um treinamento para um comportamento padrão, dentro da normalidade, é possível pensar em cura? Ou é necessário inscrever o autista numa estrutura funcional em que ele possa fazer escolhas entre si próprio e o convívio social? Ou a cura não é possível?
Há 19 anos, o Centro de Estudos, Pesquisas, Aprendizagem e Desenvolvimento para a Infância e Adolescência (Cepagia) vem realizando diversos estudos, projetos, parcerias e serviços para auxiliar na estimulação precoce, nas áreas de fonoaudiologia, pedagogia, psicopedagogia, psicanálise e psicologia de crianças e jovem com distúrbios diversos. E o autismo é uma das especialidades da Clínica que se soma a essa discussão pela conscientização mundial e o foco de Alexandre Ferrari, especialista em Teoria Psicanalítica e aluno especial no Mestrado da UnB, disciplina Pesquisa em Psicanálise, que atua no Cepagia,
traz o olhar para como se dá a construção do aparelho psíquico de um autista e de como se constitui um sujeito de desejo.
O especialista realiza considerações com base nas pesquisas do psicanalista argentino Alfredo Jerusalinsky, que em sua obra, Dossiê Autismo, de 2015, debate os novos paradigmas da psicopatologia, pois são vastas e rigorosas as demonstrações, tanto no
campo da psicanálise, quanto nos campos da genética e da neurociência, porém, não parecem ser suficientes para elucidar o modus operandi das causas do autismo. Por isso, realizar o diagnóstico do que clinicamente é conhecido como IRDI e AP3 deve ser criado a partir da experiência clínica, com e pela psicanálise. Isso fará toda a diferença de posição e
de ética na abordagem de um tema tão importante. O registro de risco também é outra questão importante, ressalta Ferrari, suportado pelos estudos sul americanos, “são critérios para orientar uma intervenção precoce alicerçada nos princípios psicanalíticos, que tem como objetivo indicar a presença de riscos e vulnerabilidade na infância, em relação à estruturação do sujeito, e não a uma procura, pura e simplesmente, de sintomas que levem a diagnósticos que visem apenas a medicalização”,
explica o especialista.
A contribuição da psicanálise se dá no nível de políticas públicas de saúde e nas práticas de pesquisas da saúde mental, quando se propõe que se abra um espaço para intervenções no plano psíquico da subjetividade, o especialista afirma, “para a psicanálise,
não é possível fazer qualquer diagnóstico sem que seja aborda a realidade psíquica do sujeito”, diz Ferrari. A Teoria Psicanalítica dá conta de como se constrói o aparelho psíquico e de como se constitui um sujeito de desejo e o esclarecimento  das contribuições que a prática da psicanálise pode oferecer trata-se de uma ação de extrema importância para a problemática do autismo.
Serviço:
Cepagia – Clínica Interdisciplinar
SCRN 712/713, Bloco D, Entrada 8, 1º andar
Asa Norte, Brasília (DF) – CEP 70740-717
Telefone: 61 3349-9350
E-mail: cepagia@cepagia.com.br
Horário de atendimento: Seg. a sex., das 8h às 20h, sab., das 8h às 12h
Horário de agendamento: Seg. a sex., das 8h às 13h e das 14h às 18h
Letícia Oliveira
Assessoria de Imprensa do Cepagia
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